alice e o gato

sexta feira 12
início às 22h




“O Gato limitou-se a sorrir quando viu Alice. - Gatinho de Cheshire, podias fazer o favor de me dizer para onde devo ir a partir de agora?
- Isso depende muito de para onde é que queres ir.
- Não me importa muito onde...- Então também não importa para onde vás.
-... desde que chegue a algum lado.
- Oh, com certeza que chegas, se andares o suficiente.
- Podes visitar aquele que quiseres, são ambos loucos.
- Mas eu não quero andar entre gente louca – protestou Alice.
- Oh não há nada a fazer –disse o Gato.- Aqui somos todos loucos.Eu sou doido e tu também.
- Como é que sabes que eu sou doida?
- Deves ser, senão não tinhas vindo cá parar...
- Como é que sabes que és doido?
- Ora para começar, um cão não é doido.Concordas comigo?
- Suponho que sim.
- Nesse caso, bem vês que um cão rosna quando está zangado, e abana a cauda quando está contente. Ora eu rosno quando estou contente e abano a cauda quando estou zangado. Por isso sou doido.
- Eu cá digo ronronar e não rosnar –contrapôs Alice.
...e gostava que não estivesses sempre a aparecer e a desaparecer assim de repente. Pões-me tonta.
- Está bem – anuiu o Gato. E desta vez desapareceu muito devagar, começando pela ponta da cauda, e acabando no sorriso, que permaneceu ainda passado algum tempo de o resto se ter sumido.
Bem já vi muitas vezes gatos sem sorriso, mas um sorriso sem gato! É a coisa mais estranha que já vi na minha vida!”