VOLUNTARIADO SHE



Por sermos uma associação sem fins lucrativos cujos recursos assentam fortemente no potencial de envolvimento dos nossos associados, a Sociedade Harmonia Eborense dispõe de um serviço de voluntariado com vista à concretização dos objectivos a que se propõe.

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Condições requeridas:
- ser sócio;
- tempo disponível;
- vontade e responsabilidade.

Áreas de voluntariado:
a) Secções – existem neste momento seis secções: Secção de Cinema, Secção de Desporto, Secção de Música, Secção de Artes Plásticas, Secção de Teatro e Secção de Património, Estudos e Cidadania. A colaboração é enquadrada no plano de actividades de cada secção.

b) Sede – o voluntariado de apoio à sede consiste na disponibilização de tempo para integrar uma escala regular de serviço. As tarefas implícitas nesta escala passam por assegurar o serviço de cantina/bar da sede; por assegurar a entrada dos sócios na sede (pagamento de quotas, preenchimento de fichas de associado temporário ou júnior). A escala é dividida em grupos, cabendo a cada grupo uma contribuição de 3 horas num determinado dia fixo da semana e rotativo ao fim-de-semana.

c) Apoio a eventos e actividades – esta área de voluntariado destina-se aos sócios que, querendo contribuir, dificilmente o podem fazer de forma regular e permanente. Assim, integrados numa equipa, poderão envolver-se através do apoio a actividades e eventos pontuais como concertos, certames, colóquios, etc.

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Para ser voluntário, basta escrever para she.voluntariado@gmail.com e indicar a área pretendida.

Contamos com a ajuda de todos.


ao vivo na Sociedade



Luís Azevedo Silva disponibilizou para download gratuito no seu myspace o concerto que deu na SHE no passado dia 13 de Dezembro.
foi a primeira vez que Azevedo Silva o fez.

a SHE, enquanto Associação, agradece este bonito e sentido gesto do Luís.
muito obrigado.
visitem o seu myspace e (re)oiçam o magnífico concerto com que nos brindou.

Azevedo Silva chamou-lhe "Ao vivo na Sociedade". vem acompanhado deste texto:

"Ao vivo na Sociedade
Até Dezembro tivemos a honra e felicidade de tocar em alguns pontos do Mundo. Foi um ano cheio de viagens, pessoas novas, concertos e contactos que poderão ser proveitosos no futuro. O Inverno brindou-nos com temperaturas rigorosas e esta "ajuda" meteorológica foi importante para que recolhêssemos à nossa toca. Assim pudemos reflectir sobre a experiência passada e ler mais sobre os assuntos que nos incomodarão ao longo da nossa vida. Infelizmente, uma conclusão recorrente das conversas que tivemos foi a de que será cada vez mais difícil, no nosso tempo de vida, assistir às mudanças que ambicionamos para hoje. No entanto, continuamos a acreditar que pequenos passos são determinantes para essa mudança. Este é um dos pequenos passos.

Decidimos lançar este disco agora por três motivos:

I) Queremos oferece-lo aos fãs que nos têm acompanhado. Já mereciam uma gravação decente das músicas ao vivo. Força. Estejam à vontade para passar a palavra aos amigos e para espalharem o disco. Com alguma sorte, alguns dos vossos temas preferidos podem ser ouvidos neste concerto. Poderão perceber que não houve edição dos erros. Se somos fado indie, não podemos preocupar-nos com muitas regras.

II) O disco "Autista" atingiu os 10,000 downloads através do site da Lástima. Isso é, pelo menos para nós, um motivo mais que suficiente para vos darmos algo em troca. Obrigado por isso.

III) Durante a promoção do disco, para além dos muitos concertos que tivemos, ficámos surpreendidos com os relatos do que se estava a passar na Sociedade Harmonia Eborense (SHE). O que pretendemos agora é deixar um alerta para que se saiba que esta, uma das casas mais interessantes do país, esteve a um passo de encerrar. Isso significaria menos cultura, menos alternativas, menos pensamento, menos debate.

Em cinco anos a SHE apresentou à população eborense cerca de 220 concertos, fez imensas exposições e formação com miúdos e graúdos, fez um sem número de coisas em prol da cultura e desenvolvimento educacional das futuras gerações. Mais do que as aparentes “festas jovens”, poderá ter modificado opiniões e mentalidades. Pelo menos deu espaço aos putos de Évora, para que eles pudessem absorver um pouco mais do que lhes é oferecido por televisões e rádios. Fez aquele trabalho que custa fazer: o de agitação das massas cinzentas. Provavelmente o que poucas autarquias e serviços camarários conseguem fazer com tanta precisão e conhecimento real do mundo actual. Creio que poderei dizer que os membros da direcção não o terão feito por proveito pessoal mas antes pela promoção dos artistas nacionais que precisam de espaços como estes para continuarem a sonhar.

O que para mim é lamentável é que ninguém se manifestou ou organizou para ajudar a SHE. Ninguém reagiu. Onde estavam os músicos que por lá passaram? Onde estavam as gentes de Évora na altura de agradecer a este espaço?

O ano de 2009 começou, para nós, com o site Epilespia Social (www.epilepsiasocial.net). Não queremos moldar-vos o pensamento nem queremos educar ninguém. O que propomos é, simplesmente, que cada um de vocês crie a sua própria opinião. Nós não sabemos "a verdade" mas se cada um de nós, de uma maneira independente, for chegando a conclusões, seremos todos mais livres.

Aos poucos, vamos voltar aos concertos, por um curto período de tempo. Vamos voltar ao Norte do país e também a Lisboa. Poderão seguir as datas no nosso myspace. Brevemente também devemos ter um site para facilitar a comunicação com as pessoas que se querem dirigir a nós.

Voltar a tocar vai ser estranho mas bom. Vamos rever algumas das pessoas das quais gostamos. Uma das mais talentosas que encontrámos é de Viseu: Luís Belo (www.luisbelo.com), autor do desenho que agora serve para ilustrar o disco. Servimo-nos assim deste lançamento para, também, agradecer-lhe a disponibilidade e encorajá-lo a continuar a desenhar. A ele e a todos os putos de Viseu, Fundão, Braga, Lisboa, Porto, Vila Real, Aldeia das Amoreiras, Faro, Beja, Évora, Portalegre, Setúbal e todos os outros locais por onde passámos."

um abraço Luís.
SHE

zás catrapáz dj set | 28 março | celeiros


"Os Zás Catrapáz (DJ Babydoll + Pedro Figueiredo) pretendem literalmente agradar a gregos e troianos, servindo um cocktail musical que conquista à primeira escuta.

Mais do que a técnica ou perícia na arte do gira-disquismo, o menu tem como mais valias a amplitude estilística do duo: do novo ao menos novo, do português ao inglês e francês, da dança à soul passando pela música de cariz electrónica: matéria prima há em doses generosas, boa disposição e vontade de agitar pistas também.

A festa prossegue dentro de momentos e estão todos convidados."



samuel úria | 14 março | SHE



"Samuel Úria tem 3 gatos pretos. Gosta deles mas preferia nunca os ter tido."

"Já não vale a pena contextualizar e apresentar a família musical de Samuel Úria, imensa de numerosa e sobeja de conhecida. Estão todos já biografados não só pela multidão de que são, tal como pelos grandes espaços que há ao lado. De todos, nenhum foi tão cheio de talento e capacidade como Samuel Úria, intelectual à maneira jovem, baladeiro à maneira antiga. Na capacidade criativa com que gera palavras e melodias não há ninguém, em termos de idade, que se lhe possa igualar até à geração de que faz parte. Andando para trás na linha do tempo, contando toda a história da música portuguesa popular, não são muitos a ultrapassá-lo.

A auto-explicação não é bem-vinda à arte: todo o delicado da música gosta de se ver à brocha para perceber referências ou localizar samples, sem que lhe seja dado tudo de barato. Se é o desafio que faz o melómano, Samuel Úria não foi muito feliz. Todas as canções estão explicadas, todas as referências identificadas, o bê-á-bá do universo criado não oferece grandes surpresas. Pelo menos aparentemente. É que as explicações soam aqui quase a pedido de desculpas: de registos inacabados, de compilação irregular, de fracturas expostas, por aí abaixo, até ao título do EP: Em Bruto. A palavra bruto remete efectivamente para o que está em estado primário, sem lapidação nem lustro, prosseguindo toda a lógica de posicionamento do EP. Mas só até lermos a frase final de apresentação: “Agradecido [a Tiago Guillul] acedi, embrutecido compilei.”. Embrutecido. Abrutalhado. Punk? Sem mais nem menos, achamos toda a base de sustentação. O resto é conversa.

Em Bruto é composto por cinco temas ricos em si e entre si. De tudo um pouco. Há três produtores (Tiago Guillul, João Eleutério e Úria ele próprio), muitos cruzamentos de realidades musicais distintas, princípios estatutários (em “Teimoso”), Variações descarado (em “Ossos do Ofício”, luta entre a preguiça e a acção), cume criativo em “Barbarella e Barba Rala” (directamente para O Melhor De), descarga de energia em “Tigres Dentes de Sabre” e um oboé apaziguador em “Segreguei-te ao ouvido”. Se Pavlov trocasse a carne pela música de Samuel Úria, o cão pelos ouvintes dele, a campainha pelo anúncio de um novo disco, não nos tentem nem enganem. É científico que se não houver álbum novo em 2009, como prometido, não vamos parar de salivar."




agenda março/abril 09



samuel úria | 14 março - she 
 
"Samuel Úria tem 3 gatos pretos. Gosta deles mas preferia nunca os ter tido."


she JAMS the SESSION | 27 março - celeiros
traz o teu instrumento e vem tocar com a gente 

zás catrapaz dj set | 28 março - celeiros 

"Os Zás Catrapás (DJ Babydoll + Pedro Figueiredo) pretendem literalmente agradar a gregos e troianos, servindo um cocktail musical que conquista à primeira escuta.

Mais do que a técnica ou perícia na arte do gira-disquismo, o menu tem como mais valias a amplitude estilística do duo: do novo ao menos novo, do português ao inglês e francês, da dança à soul passando pela música de cariz electrónica: matéria prima há em doses generosas, boa disposição e vontade de agitar pistas também.

A festa prossegue dentro de momentos e estão todos convidados."


aquaparque | 9 abril - she 

"Começar com uma falsa frase redutora: Portugal dos anos 80 no coração? Variações, Ocaso Épico, Pop Dell’Arte de “Free Pop”, “Independança” dos GNR, primeiro álbum dos Heróis do Mar, são referências que passam por “É Isso Aí”, umas permanecem mais tempo, mas existe sobretudo uma ligação a um certo DIY misturado com ingenuidade e, ao mesmo tempo, os conceitos bem delineados de músicos com ideias fortes. Já tínhamos confessado o nosso amor por “Siga Para Bingo”, canção dos Aquaparque na compilação Flur/Filho Único (Natal 2007). 

Ficámos com desejo de mais e este álbum é, sem exagero, dos discos que mais ansiosamente aguardávamos desde final de 2007. Saídos dos extintos dAnCE DAMage, André Ferreira (também dos essenciais Tropa Macaca) e Pedro Magina formalizam em “É Isso Aí” um sólido leque de canções cantadas em português sem que a nossa língua pareça estranha ou sem musicalidade. Trabalhar assim uma língua tão difícil como a nossa surge com incrível naturalidade. A escrita de André e as entoações de Pedro cortam estigmas da canção cantada em português: podemos imaginá-la sem limites, equiparável à habitual anglo-saxónica, logo, sem entraves à imaginação. O céu é o limite, costuma dizer-se, e aqui ele está bem ao nível da terra e mesmo ao nosso lado. Este é o Portugal de aqui e agora, contemporâneo sem a mitificação da tradição, e é exactamente por isso que “É Isso Aí” nos põe a olhar para a frente e não a pensar demasiado no que está atrás. Aquaparque transportam muito entusiasmo pelas margens do rock mas sabem, como ninguém o fez cá até agora, atribuir-lhes um contexto nosso, pensar local, uma extraordinária adaptação do slogan “vá para fora cá dentro” porque o álbum é mesmo fora e muito nosso mas dispensa facilmente os habituais fantasmas da música portuguesa.

Afinal, falamos de músicos que se revelaram ao mundo e conviveram com a geração de Loosers, Caveira, Gala Drop, Fish & Sheep, One Might Add, só para nomear alguns. Tudo nomes que suscitam orgulho, porque não nos fazem sentir mais pequenos, não se limitam geograficamente: é música universal, como toda ela deve ser. Imaginem Panda Bear em plena no wave a tentar fazer música baleárica. Aquaparque avançam e recuam nas canções, confundem, baralham e às vezes não voltam a dar as cartas, mas nunca perdem o que faz de uma canção uma canção: acessibilidade, a estranheza que dá carisma. Sobrepõem samples, cortam-nas, fazem uma espécie de pop que quase dá para dançar, as melodias surgem por alquimia espontânea como se surpreendessem até os próprios músicos, a sensação é de que ISTO estava só à espera das pessoas certas para se manifestar em música. É uma entidade que veio do Além, que é tudo o que conhecemos e tememos enfrentar mas também é o absoluto desconhecido. Demora a compreender as INCRÍVEIS letras, mas isso é um exercício valioso para descobrir o verdadeiro objecto cultural que aqui temos. Todos nós - vocês incluídos - esperávamos por este disco."

norberto lobo | 17 abril - she 

"Norberto Lobo é um músico lisboeta e Mudar de Bina o seu primeiro álbum em nome próprio. Um disco quase absolutamente centrado na sonoridade da guitarra acústica e, por essa via, na capacidade expressiva e interpretativa de Norberto Lobo como guitarrista. Nestes dias de produção musical “cuidada” é fácil esquecermo-nos do carácter eminentemente físico de alguma criação musical.

Discos como Mudar de Bina contribuem de alguma forma para a reversão desta tendência. Os truques de produção são mínimos e apenas direccionados a ajustar esta música ao seu ambiente natural: precisamente o seu carácter físico, humano, popular. O álbum foi gravado literalmente entre casa e a rua, e a sua audição revela de forma quase auto-evidente o quanto há de ajustado nesta circunstância. As melodias evocadas, as harmonizações relativamente complexas (em boa parte próprias das características do instrumento) e a abordagem simples e directa da interpretação criam um ambiente de intimidade e de uma certa melancolia que se poderiam dizer “caseiros”; e no entanto há uma força vital, um vigor no ataque e um muito saudável afastamento de toadas sentimentalistas que aproximam claramente este disco da “rua”. 

Da música propriamente dita pode dizer-se que se baseia numa apropriação moderna de vários elementos de tradição sólida e multicultural. Na revisão desassombrada do que lhe é passado (chamar-se o disco Mudar de Bina é já um sinal dessa bem disposta intrepidez) reside o maior respeito que Norberto Lobo poderia votar a essa mesma tradição que “desvirtua” – seja ela a da nossa música popular, seja a do legado de John Fahey e da “escola” associada à Takoma Records. Por outro lado, a assunção elementar do instrumento, com as suas potencialidades e limitações, e a alegria primeira de produzir som e de o sentir no corpo como vibração física parecem transmitir-se ao ouvinte e comunicar com ele a esse nível de fruição que diríamos haver-se perdido, ou pelo menos adormecido, pela forma como nos habituámos a ouvir música: consumindo-a, mais do que a apreciando. Não que esta música seja “difícil”; pelo contrário, a forma como é trabalhada – os baixos alternados, o vigor das harmonizações, a densidade dos arpejos, o brilho das linhas melódicas – põe a sua apreciação num patamar anterior ao da avaliação intelectual pura, no que uma vez mais se aproxima da música de carácter popular (dois dos temas são aliás variações sobre melodias populares). Nela indistintamente convivem elementos de pendor mais contemplativo com outros reveladores de uma alegria e humor vitais (não se tratará por certo de um acaso o facto de Norberto Lobo ter já antes colaborado com esses outros alegres exploradores de sonoridades, os München), assim como elementos de tradição com outros de inevitável - e desejável - modernidade. Mas nunca – e nisso se revela alguma da sensatez musical de Norberto Lobo – o tom geral deste conjunto de gravações resvala para uma apropriação “pós-moderna” dos elementos da tradição ou para um encobrimento bacoco da dívida que para com ela existe. Pelo contrário, a assunção dessas sonoridades que de alguma forma se tornaram de todos é cândida, descomplexada e fundamentalmente alegre, mesmo no seu registo intimista; e assim acaba por soar-nos também este disco."



160º aniversário SHE | 23 abril - praça giraldo 
agrupamento lauro palma 

"O agrupamento Lauro Palma é constituído por quatro magníficos elementos, os quais garantem, além de uma excelente qualidade sonora, um grande regalo para os olhos de todas as meninas e meninos, mesmo os que são comprometidos.

Utilizando uma diversidade instrumental pouco comum e uma voz única, em que a sonorização fenomenológica vive de uma unicidade estética vocal intrínseca da melodia, o Agrupamento Lauro Palma constitui a essência entre o popular e o clássico, convivendo com a musicalidade vocalizada e instrumental, numa ambiencia do que é tradicional e contemporâneo. (Guilhermina Moura)"

lobster | 25 abril - celeiros

"Lobster is formed by a electric guitar, a drum set and anything else that may join the party in this electric sonic discharge headed to your ears with the goal of transforming you in the John Travolta of the dancefloor." 

after party com miyuki guerrilla djs


MIYUKI Concept Store 
+
Exposição World Press Cartoon 
4 - 30 Abril 
Abertura dia 4 de Abril às 4:04PM 

Oficina de expressão plástica para crianças pré-inscrições até 25 de Março
para mais informações por favor contacte-nos 


Cinema de Segunda/Sábado
(re)início em Abril entrada livre


organização/produção: SHE
apoio:CME