Vem dar Música à SHE - António Dieb (PSD)


Na quarta e última sessão desta série do “Vem dar música à SHE”, a Harmonia recebeu, na passada Quarta-feira, António Costa Dieb, o candidato do PSD à Câmara Municipal de Évora.

Nascido em Coimbra há 43 anos, chegou a Évora há 25 anos para frequentar a Universidade onde se licenciou em Sociologia.O seu percurso político iniciou-o aos 14 anos colaborando com a JSD de Torres Novas, cidade onde foi Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária e, aos 17 anos, Vice-Presidente da Comissão Política Concelhia do seu Partido. Pouco depois de chegar a Évora tornou-se membro do Núcleo de Estudantes Reformistas da Universidade, fundou a Comissão Académica de Évora, e foi presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora. No PSD foi líder da Concelhia entre 2002 e 2006. Em 2006 tornou-se Presidente da Comissão Política Distrital e membro do Conselho Nacional. Em 2005 candidatou-se à presidência da CME e foi eleito vereador.


Ao longo de duas horas apresentou, com evidente prazer, as músicas que marcaram a sua vida desde a adolescência até ao presente. Assumindo que musicalmente a sua playlist pessoal teve sempre uma base intuitiva assente no "puro gosto", presenteou a sala com composições de autores e grupos entre os quais se contaram Status Quo, Doors, Willie Nelson, Joan Baez, America, Supertramp, Rod Stewart, U2, Eric Clapton, Joe Cocker, Bryan Adams, Sérgio Godinho, GNR e Vitorino, entre outros.


DJ Ride + Stereossauro | live act + dj set


"É preciso inventar uma nova escala, algo que sirva condignamente para medir os avanços estrondosos que a carreira de Dj Ride tem registado desde que apareceu a mostrar que dois pratos e uma mesa de mistura são ferramentas de construção do futuro. Há muito para contar: maquetas cozinhadas em tempo real com gira-discos e um pedal de sampling, enviadas do seu laboratório nas Caldas da Rainha para quem quisesse ouvir; um campeonato ITF conquistado em 2006; um estrondoso álbum de estreia a revelá-lo a um público mais sedento de “turntable food” em 2007; mais um campeonato, este da DMC, arrebatado em 2008; a estreia no domínio das dj tools em vinil em 2009 em colaboração com a plataforma red bull home groove; o abraço sentido da lenda viva mulatu astatke após ouvir a sua remistura no âmbito do lx taster da red bull music academy…

Os marcos são demasiados para o espaço disponível, mas incluem ainda a sua colaboração com o projecto supa, o seu djing ao vivo para o colectivo rocky marsiano ou a divisão de espaço em palco e estúdio com gigantes do jazz português como André Fernandes ou Mário Laginha. Seria caso para dizer “uff!” se se adivinhasse algum pingo de suor no seu rosto, mas não… ride ainda agora começou a dar-nos música e não parece ter vontade de terminar tão cedo. Ainda bem.

A “beat journey” que Ride agora nos apresenta é outro resultado de uma mente prodigiosa: breaks escolhidos com precisão cirúrgica, um entendimento superior da ciência de produção, arranjos que revelam uma mente em efervescente concentração: Ride desenha o futuro em cada novo beat e aí se cruzam as mais recentes referências – dos fracturantes baixos do mais avançado dubstep às mais ácidas linhas sintetizadas criadas em los angeles por estetas como flying lótus, passando pela liberdade do jazz, pelo rigor da electrónica e pelo peso do hip hop mais tradicional. O incrível, o inesperado, é que Ride combina tudo isto em proporções inéditas, oferecendo-nos música que nunca se ouviu antes: em parte nenhuma do planeta. A imaginação é nele uma ferramenta muito mais importante do que qualquer mpc, laptop ou teclado moog, embora todos esses artefactos lhe sirvam para traduzir o que lhe vai na alma, no cérebro e nas veias. Não se enganem – “beat journey” é música do futuro feita agora. E é urgente ouvi-la!"
Rui Miguel Abreu

Está tudo dito. Ouçamos e dancemos pois!


Sábado 26 no EspaçoCeleiros com Stereossauro (aka DJ Ovelha Negra) em live act seguido de DJ Set a solo.

uma noite de festa no dance-floor!



ouçam DJ Ride em:
(download livre do EP "Beat Journey")

Vem dar Música à SHE - José Ernesto (PS)


Na terceira sessão do “Vem dar música à SHE”, a Harmonia recebeu o candidato do PS à Câmara Municipal de Évora, José Ernesto d’Oliveira. Nascido em Cuba há 57 anos, este médico de profissão tem um longo percurso político iniciado em 1979, quando foi eleito deputado à Assembleia da República. Posteriormente, foi presidente da Assembleia Municipal de Évora, presidente da CCDRA e, actualmente, é presidente da Câmara Municipal de Évora.


A playlist escolhida teve como ponto de partida a sua própria juventude, vivida numa época em que estouravam os novos movimentos sociais e em que os Beatles se afirmavam como precursores de uma nova era. Por isso, não constituiu surpresa a selecção de temas dos Doors, Led Zeppelin ou Rolling Stones. No plano doméstico e um pouco mais tarde, no início da década de 70, José Ernesto preferiu destacar Adriano Correia de Oliveira, Fausto e José Afonso com «Venham mais cinco». Mas a viagem proporcionada pelo candidato do PS revelou-se suficientemente ampla como para incluir uma diversidade de estilos musicais que vão desde o rock à canção francófona (com Brel), passando pelo fado de Amália e pela bossa nova de Chico Buarque e Vinicius de Moraes. Esta performance em ambiente intimista mas com várias dezenas de espectadores interessados seria rematada com o primeiro andamento (allegro ma non troppoun poco maestoso) da derradeira sinfonia de Ludwig Van Beethoven.

Hoje terá lugar a última sessão deste projecto com a presença do candidato do PSD, António Dieb.

Vem dar música à SHE | Eduardo Luciano (CDU)



Na sexta-feira passada, foi a vez do candidato da CDU, Eduardo Luciano, vir dar música à SHE. Este advogado de 49 anos, ligado ao desporto como atleta, treinador e dirigente, é pai de três filhos e, enquanto político, diz que “ter poder é ter a possibilidade de o partilhar”. É militante comunista desde 1974 e em 2005 foi eleito para a Assembleia Municipal. Para ele, esta oportunidade dada pelo convite da SHE representa uma partilha da sua intimidade que, não obstante, resultou numa das mais agradáveis acções de campanha. E, de facto, foi descontraído que se apresentou às largas dezenas de pessoas que afluíram à SHE para ouvir as suas propostas… musicais, como é evidente.


Após recolher e preparar três dezenas de temas, Eduardo Luciano conduziu os presentes numa viagem por aspectos particulares da sua vida, desde os tempos em que era atleta no ginásio do Barreirense. Esta sua faceta foi representada por um instrumental bem mexido de Jean-Luc Ponty que, recorda, dava a energia suficiente para os flic-flac. Mas o inicio da «performance» foi marcado pela reprodução de um tema retirado do cancioneiro moçárabe do século XI, interpretado por Eduardo Ramos.


De resto, a sua playlist incidiu bastante em temas pouco óbvios mas encorpados, quer do ponto de vista simbólico quer do ponto de vista musical. A presença de Patxi Andion, Zeca Afonso, Jorge Palma e José Mário Branco representa uma linha de intervenção política e cívica, à qual nem faltou «This old man» de Pete Seeger. Mas não é menos interventiva a opção por temas que exaltam a dignidade feminina, entre os quais «Mulheres de Atenas» (Chico Buarque) e «Proud Mary», numa versão superiormente interpretada pela jovem Tina Turner do original dos Creedence Clearwater Revival.


Para o final do seu set, Eduardo Luciano reservou um momento especial de música ao vivo, com a presença de Joaquim Soares (Cantares de Évora) que nos presenteou a todos com uma magnífica interpretação de “Nasce o sol no Alentejo”.