Música, Cinema e Outras Artes. O Papel da Política



Este evento, que se apresenta como uma Mesa Redonda, surge num período do ano em que as comemorações de eventos políticos nacionais e internacionais se repetem. Procuramos discutir, nesta conversa, o sentido das coisas, das acções e ideias da Arte na sua dimensão Política. Não pretendemos, portanto, comemorar as efemérides mas sim analisar o significado da efeméride como um momento contínuo na história e na Sociedade Portuguesa. Do 25 de Abril à Revolução, da Música ao Cinema, das Artes Plásticas ao Trabalho. O Papel da Política.

Mesa Redonda com a participação de:

José Mário Branco
(músico e compositor)
José Filipe Costa
(realizador e investigador)
Joaquim Soares
(mestre dos Cantares de Évora)
Luís Trindade
(Professor Universitário - Cultura e História Portuguesa Contemporânea - Birkbeck College, University of London)

actualização
assista à mesa redonda via UStream



10 de Abril | 17h00 | SHE
Entrada Livre

a Jigsaw | 27 Março | 22h30



Os a Jigsaw são um quarteto indie multi-instrumentista que se rendeu ao som do folk, do country e dos blues.
Depois do sucesso atingido com o álbum conceptual Letters From The Boatman (2007), João Rui, Jorri, Susana Ribeiro e Marco Silva fazem chegar até nós um segundo álbum: Like The Wolf (2009).
As intensas performances ao vivo, onde diferentes instrumentos surpreendem o público a cada momento, fazem deste um projecto a acompanhar em 2010.
Após a sua bem sucedida tour promocional em 2009 e com a muito esperada segunda edição do álbum Like the Wolf à vista, os a Jigsaw embarcaram numa longa tour europeia que se iniciou em Fevereiro: a “Like the Wolf European Tour”.
Este Sábado, dia 27 de Março, será a vez do público Eborense os voltar a ver e ouvir.
a Jigsaw, ao vivo na SHE a partir das 22h30.

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The Ballis Band | 26 Março | SHE




The Ballis Band nasceu no mês frio de Novembro de 2006, faziam parte João Vieira, João Costa e Tiago Gonçalves, no entanto tratava-se apenas de um grupo de amigos que se reunia para passar, sob pretexto da música, bons fins de tarde.
Pouco tempo depois estes três amigos pensaram que era necessário alguém para manter o ritmo, e chamara Chico Ballis para a bateria.
Já em Janeiro de 2007 convidaram para o grupo Ana Mira, que passou a dar voz aquilo que era ainda o embrião de um vasto repertório original da banda. A banda foi actuando na sua cidade natal, Évora, nomeadamente na Escola Secundária Gabriel Pereira onde deram o seu primeiro concerto e na Sociedade Harmonia Eborense, passando por outros sítios, deles o mais marcante em Lisboa, MusicBox. Já com um ano de existência The Ballis Band teve que dizer adeus ao seu baterista, Chico Ballis, que havia inspirado o nome da banda. Parecendo a todos um pouco estranho e difícil de pronunciar, Ballis define a banda na sua maneira de encarar a vida, sem preocupações e apreciando os pequenos prazeres que ela nos oferece.
Em Junho de 2008, Pedro Cameirão integra a banda e agarra rapidamente o espírito Ballis que a caracteriza. Após algumas actuações, a banda decide dar mais um passo em frente e começa em Outubro a “cozinhar” o seu primeiro EP. Só em Junho 2009 a banda concretiza finalmente o lançamento do The Ballis Band EP, que contém 7 temas originais da banda, produzidos nos Estúdios João Cágado em Évora.

Apresentam-se ao vivo esta Sexta-feira na SHE.






www.myspace.com/theballisband

Absolutamente Falso | 19-20 Março, 23h | SHE


ABSOLUTAMENTE FALSO, performance de André Pinto, Daniel Moutinho e Márcio Pereira

A limitação é o ponto de partida para este trabalho performativo.
Como é que uma castração social nos pode levar ao encontro da limitação física, de um bloqueio, da impossibilidade de agir.
O que é para nós, ver um corpo que não se pode mover? O que é para nós observar este mesmo corpo numa luta interior? O que fazer?

Diariamente dezenas de olhares vêm na nossa direcção como flechas, actos inconscientes, puros reflexos. É certo que não podemos eliminá-los, mas isso não pode ser veículo da anulação da nossa identidade. O que posso fazer para desconstruir o olhar do outro na construção da minha identidade e desta forma existir neste espaço, com este corpo que não podia ser outro.
Márcio Pereira


Neste trabalho performativo o que desenvolvo, o que eu procuro são efeitos. O efeito da acumulação que leva a uma exaustão? Será real e plausível a afirmação de William S. Burroughs quando diz que “ o efeito sonoro de um motim pode originar um motim na realidade”? O efeito de mexer, de incomodar, de que as palavras não são instrumentos meramente espirituais, que podem não só tocar na alma, mas mexer com o corpo.

Que esse efeito de acumulação, que esse “efeito sonoro de um motim” toque na carne, no osso. E que a palavra, a todo o momento é uma reinvenção, uma reinvenção de uma tradição, uma tradição linguística, que se modifica a todos os momentos da história de uma sociedade. Como são as palavras da contemporaneidade?
Daniel Moutinho


“Crab Men! Tape Worms! Intestinal Parasites!” (...) “I have not come to explain or tidy up...”
Vim sim para destruir as palavras em fonemas! Fonogramas em ruído, ruído em massa densa!
Aqui acaba a comunicação! Não pretendo nada! Não pretendo NADA! Tudo o que aparente pretensão é absolutamente falso! Tudo o que aparente linguagem ou comunicação é absolutamente falso! Não haja dúvidas! Se daqui se retiram emoções, se aparento transmitir algo menos que o insuportável... é uma ilusão! Está errado! Estão errados!
O que daqui for retirado... é... ABSOLUTAMENTE FALSO!
Não haverá mais que amorfismo...
André Pinto

Dias 19 e 20 Março, pelas 23h na SHE